domingo, 8 de agosto de 2010

O que é?



Eu já te amei de tantos modos e maneiras, que as vezes me confundo ao tentar saber se o que insiste em pulsar aqui dentro ainda é coração.


sábado, 7 de agosto de 2010

Eu



“não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. não sei sentir em doses homeopáticas. preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja. não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. não sei brincar e ser café com leite. só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas Histórias caso não possa vivê-las. porque eu acho sempre muitas coisas — porque tenho uma mente fértil e delirante — e porque posso achar errado — e ter que me desculpar — e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia. quero grandes histórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicta que “nada é para sempre”.


Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto dos extremos. Gosto do frio. Gosto do quente (depende do momento.) Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. Sempre dei a cara à tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte. "


sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Aprendi sim



Aprendi a amar menos, o que foi uma pena, e aprendi a ser mais cínica com a vida, o que também foi uma pena, mas necessário. 
Viver pra sempre tão boba e perdida teria sido fatal.

Gente



Pessoas são interessantes só na minha imaginação.
 A partir do momento que elas passam a ter vida própria, sinto vontade de jogá-las pela minha janela.




PS: me canso rápido das pessoas*

É isso



"E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado."
Tati Bernardi

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Stop




E  mesmo contra todos os indícios e placas de PARE
Eu continuo cega em sua direção, na esperança que no fim
Desta louca corrida quem sabe você esteja lá...
Apenas esteja lá.


(Suzana bassi)


domingo, 1 de agosto de 2010

Por que não?

" Estas alegrias violentas têm fins violentos
Falecendo no triunfo,como fogo e pólvora
Que num beijo se consomem"
Deixar que as paixões dancem dentro de nossos corações pode ser perigoso demais,pode fazer com que seu sangue pulse sobre hematomas , pode doer.Mas temos que admitir que entre sentir a paixão ou ficar sem ela , preferimos veementemente deixar que ela rodopie como um furacão dentro de nossos corações. Porque amar é bom demais ;)



Ps: (épodeserpravocêdestavez)


Amigos





Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça.
 No sucesso, verificamos a quantidade
 e, na desgraça, a qualidade.


PS: Para meus amigos que amo de paixão(que estao seempre comigo)

Viver em fim


Eu preciso respirar ar puro , me sentir viva e de coração vibrante de novo. 
Preciso vestir calça jeans,camiseta com um smile gigante estampado , chinelos, não pentear os cabelos e sair na rua com um sorriso enorme no rosto ,me achando linda  .
Preciso perder tempos e tempos pensando no nada e achando graça nisso , preciso me achar e me perder infinitas vezes e ter alguém do meu lado pra sorrir comigo disso.
Preciso respirar os ares de um novo amor, sentir o perfume da nuca de alguém e procura-la todas as manhãs com um beijo ao inves do meu travesseiro vazio com cheiro de cigarro e gosto de desespero.




A Primeira Vista.




Eu sempre fui de me apaixonar
Era paixão só de olhar
E isso sempre me bastou

Pra mim era a primeira
vista ou nada feito.

Eu não sabia como era amar.
BEM-FEITO!

Quando eu te vi, não senti. 
E se não foi a primeira vista.
Eu não podia dar 30 dias,ou
parcelas minhas pra você.
Comigo é sentimento por completo, e derramado.
SENTIMENTO PAGO À VISTA.

Só agora eu sei, percebi, e conversei contigo.
( até beijar eu beijei ).


PS: E O QUE NÃO FOI A PRIMEIRA VISTA
AGORA É AMOR PRA PERDER DE VISTA. 

Ele


'Por mais que eu lutasse para não pensar nele, eu não lutava para esquecê-lo. 
Eu me preocupava - tarde da noite, quando a exaustão da privação de sono penetrava em minhas defesas - que tudo desaparecesse. 
Que minha mente fosse uma peneira e eu um dia não conseguisse lembrar da cor exata de seus olhos, da sensação de sua pele fria ou da textura de sua voz. 
Eu podia não pensar naquilo, mas queria me lembrar de tudo. 
Porque só havia uma coisa em que eu precisava acreditar para poder viver - eu precisava saber que ele existira. 
Era só.
Todo o restante eu podia suportar. 


Desde que ele tivesse existido'.

Lembrar dói



A lembrança dói.
 Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste, porque tudo dói.
Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. 
Gostaria de voltar a ser criança – uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. 
Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado.
 Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: 
Como lidar com as dores que não passam com um beijo.




"Para mim, atualmente, companheirismo e lealdade são meio sinônimos de felicidade. Meus amigos são muito fortes e muito profundos, são amigos de fé, para quem eu posso telefonar às cinco da manhã e dizer: olha, estou querendo me matar, o que eu faço? Eles me dão liberdade para isso, não tenho relações rápidas, quer dizer, tenho porque todo mundo tem, mas procuro sempre aprofundar. E isso é felicidade, você poder contar com os outros, se sentir cuidada, protegida. Dei esse exemplo meio barra pesada de me matar....esquece, posso ligar para ver o nascer do sol às cinco da manhã. Ainda quero fazer isso na verdade."




(Caio Fernando Abreu)

I Love you



Eu senti sua falta por tanto tempo, eu não posso acreditαr que você tenha ido.
Você ainda vive em mim, eu sinto você no vento e você ainda continua me guiando
Eu nunca soube o que era estar sozinha, porque você sempre estava lá para mim, você estava sempre lá esperando. 
Mas agora eu vou para casa, e eu apenas sinto falta do seu rosto sorrindo para mim então eu fecho meus olhos para ver, e eu sei... 
Você é uma parte de mim, e esta é sua canção que me deixa livre. 
Eu canto ela enquanto eu sentir que eu não posso mais segurar, e eu canto hoje à noite porque ela me conforta. Eu carrego as coisas que me fazem lembrar de você, como uma memória amorosa da única que foi tão verdadeira. 
Você era tão amável quanto podia ser e embora você tenha ido, você ainda significa o mundo para mim

Rifa-se um coração quase novo


Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desistede acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...


"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero,é isso que eu espero...".

Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva aesperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado,ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo,defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas:


"O Senhor pode conferir.
Eu fiz tudo certo,só errei quando coloquei sentimento.
Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e, se recusa a envelhecer"

Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo,mas que incomoda um bocado.Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais,por não querer perder o estilo.Oferece-se um coração vadio,sem raça, sem pedigree.Um simples coração humano.Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.Um modelo cheio de defeitos que,mesmo estando fora do mercado,faz questão de não se modernizar,mas vez por outra,constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta



Clarice Lispector
"Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você.
Eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas. 
E pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? (...) "

CAIO FERNANDO ABREU

Fim do espetáculo





E chega a hora em que a menina se cansa do nariz vermelho e de sorrir sempre.
[pronto. os dias verdes estão cada vez mais cinzas]
Sente que vive as mesmas coisas a tanto tempo que os sentimentos começam a enrugar.
[e os dias são mais cinzas a cada mentira mal contada]


Ouviu dizer por aí que as situações não mudam, só mudam as pessoas.
De fato já pensava que as situações são sempre as mesmas e que por isso mesmo as pessoas, na maioria das vezes, parecem as mesmas. 
É tudo tão igual, a decepção e a tristeza.
Mas no fim, o fim parece estar mais próximo que o imaginado. 
O fim já repetido tantas vezes que parece calejar. 
Parece, apenas.
É o momento do espetáculo em que as máscaras caem.
Acaba a folia, acaba a musica, esgotam-se as boas desculpas, que nem boas eram... e então todos podem se ver com a clareza temida... ah, mas só podem se quiserem...
Sim, caro amigo, de aparência vivem todos os hipócritas. 
De riso falso e sem maquiagem de palhaço... e da platéia que os aplaude só por conveniência.
Fica feio não aplaudir, onde foi a sua educação?


E sabe o circo? 
Exige o sorriso meio torto da menina que se cansou.
Ela não aplaude.
Por estar cansada das mentiras ouvidas todos os dias, não quer sorrir para o que não tem graça.
.
.
.
A menina se cansou
E cansada está
Até não sei quando.

Quando você vem



Se você vem às duas, desde o despertar começarei a ser feliz. 
Se você vem às quatro... Desde o despertar começarei a ser feliz. Se você vem, serei feliz de qualquer maneira, mesmo que os segundos teimem em passar lentamente, mesmo que eu roa até a carne de ansiedade, mesmo que você demore a chegar.
Se você vem a qualquer hora, sem aviso, e até sem a flor que é única no mundo: serei feliz. 
Basta que venhas uma vez por dia, por mês, ou por ano. 
Basta que venhas uma única vez na vida para que eu seja feliz para o resto dela.
Se você vier, serei sorrisos a noite inteira. 
Descobrirei sonhos além daqueles comestíveis.
Se você vier, não se perca pelo caminho, ainda que as cores os cheiros e os sons do mundo confundam seus sentidos. 
E então eu prometo ser o sentido que me dá, toda vez que chega; e fica.




“Se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
 Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. 
Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. 
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música.”

Quando





Quando o sol deixou de brilhar
Quando o céu ficou cinza
Quando as estrelas se ofuscaram
E o mar não mais vinha banhar meus pés
Você apareceu!

Quando olhei no espelho e não reconheci meu reflexo
Quando acordei de manhã e não me senti tão gente
Quando a vida parecia menos vida
E a cor deu lugar a um quadro preto e branco
Você apareceu!

Quando andava sem achar motivo
Quando chorava anestesiada pelas inquietações do ser
Quando percebi que havia me perdido dentro de mim mesma
E os caminhos para voltar eram cheios de obstáculos
Você apareceu!

Como que num passe de mágica
O que estava negro clareou
E só então pude perceber
Que havia me trancado num mundo de solidão e dor

Quando sinto a brisa acariciar meu rosto
E o sol cegar-me os olhos
É como se estivesse ouvindo seus sussurros
Dizendo sempre
Te amo, estou aqui!

Te encontrei na contra mão

PROCUREI
Em tantos lugares, tantos espaços e dimensões.
Gritei seu nome, mesmo que desconhecido, para que todos pudessem ouvir. 
Cada fibra do meu corpo pedia por você, mesmo sem saber qual era seu nome, seu rosto, seu cheiro e sua voz. 
Afinal, onde te encontraria? 
Tantas noites acordei e quis te enxergar na escuridão do meu quarto, um vulto de ti ou ao menos a sensação do seu abraço quente e terno. 
Era apenas eu e a solidão, dividindo o mesmo espaço na cama fria e já molhada pelas lágrimas suicidas. 
Eu não te achava... e me perdia. 
Perdia-me no mundo e dentro de mim perdia a vida. 
Vida que com tanto esforço tentei reger mas não consegui até te encontrar. 
E te achei, numa via movimentada, em meio a milhões de pessoas. 
E te amei como nunca amei alguém.
E vi em você promessas de um futuro bom. 
E com você eu aprendi a caminhar e a retirar os espinhos das flores. 
E com você eu fui feliz!